[Demo Língua Portuguesa] Apostila
ANÁLISE SINTÁTICA
1) Conceitos Iniciais:
⇒ Análise sintática é a parte da Gramática que estuda e classifica as orações e os termos de cada oração.
⇒ Frase é todo enunciado capaz de transmitir nossas ideias.
Exemplos:
Uma luta clara iluminava o céu.
Puxa! Que frio!
Socorro!
⇒ Oração é toda frase necessariamente construída em torno de um verbo.
Exemplos:
Por favor, volte para casa ainda hoje.
Uma lua clara iluminava o céu.
A triste notícia foi transmitida de manhã.
⇒ Período é a frase formada por uma ou mais orações.
O período pode ser:
i) Simples: formado por uma única oração
Exemplo:
Naquele dia, todos voltaram cedo.
ii) Composto: formado por duas ou mais orações.
Exemplos:
Ele afirma / que você vencerá. (2 orações)
Ele tirou o brinquedo da gaveta / e verificou / que ele estava quebrado. (3 orações)
2) Sujeito e Predicado:
Em geral, uma oração é constituída por duas partes essenciais: o sujeito e o predicado.
⇒ Sujeito é o ser a respeito do qual afirmamos ou negamos alguma coisa.
⇒ Predicado é tudo aquilo que falamos a respeito do sujeito.
Exemplo:

3) Tipos de Sujeito:
a) Sujeito Simples
É aquele constituído por apenas um núcleo, isto é, a palavra mais importante, que contem a informação central.
Exemplo:

b) Sujeito Composto
É aquele que apresenta dois ou mais núcleos.
Exemplo:

c) Sujeito Oculto
É aquele que só se pode conhecer examinando a desinência ( = terminação) do verbo da oração.
Exemplos:
Chegaremos à cidade de manhã.
(chegaremos sujeito oculto “NÓS”)
Voltarás à casa de teus pais.
(voltarás sujeito oculto “TU”)
d) Sujeito Indeterminado
Ocorre quando não queremos ou não podemos indicar o sujeito da oração. Existem duas maneiras principais de se indeterminar o sujeito. São elas:
⇒ Usando o verbo na 3ª pessoa do plural.
Exemplos:
Atropelaram um cão na rua.
3ª plural
Atualmente falam muito mal de você.
3ª plural
Eles falam mal de você.
Em frases como essa, embora a forma verbal esteja na 3ª pessoa do plural (Falam), o sujeito não é indeterminado, pois sabemos quem pratica a ação, isto é, podemos determinar o sujeito: “ELES”
⇒ Usando o verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado pelo pronome “SE”.
Exemplos:
Come-se bem naquele restaurante.
Acreditava-se ainda em assombrações?
Nesses casos, o pronome “SE” é chamado de índice de indeterminações do sujeito.
e) Oração sem sujeito (ou sujeito inexistente)
Ocorre, principalmente, com os seguintes verbos:
⇒ Haver (no sentido de existir, acontecer)
Exemplos:
Houve muita confusão. (haver = acontecer)
Não havia guardas lá. (haver = existir)
⇒ Fazer, ser e estar (com relação a tempo)
Exemplos:
Faz seis anos que ele desapareceu.
Estava muito frio de amanhã
Já eram duas horas da manhã.
⇒ Verbos indicativos de fenômenos da natureza
Exemplos:
Depois do almoço, choveu muito.
No inverno amanhece mais tarde.
Nota: Os verbos formadores de orações sem sujeito são chamados verbos impessoais e excluindo o verbo “SER”, ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
4) Tipos de Verbos:
Dependendo de ter, ou não, sentido completo, os verbos são classificados em:
a) Verbo Intransitivo (V.I.)
É aquele que, por si mesmo, tem sentido completo, isto é, ele não exige nenhum complemento.
Exemplos:
Uma rosa nasceu.
verbo intransitivo
Nosso barco partiu.
verbo intransitivo
Pouco a pouco, chegaram os vizinhos.
verbo intr. sujeito
Nota: Esse tipo de verbo pode vir seguido de determinadas expressões que traduzem algumas circunstâncias, mas elas não são obrigatoriamente exigidas pelo verbo.
Ex.:Aquele gato morreu. (de fome)
verbo intransitivo
b) Verbo Transitivo Direto (V.T.D.)
É todo verbo que, por não ter sentido completo, exige um complemento sem preposição. O termo sem preposição que completa verbo transitivo direto chama-se objeto direto.
Exemplos:
Nós alugamos um velho caminhão.
V. T. D. Obj. Direto
Todos receberão o aviso.
V. T. D. Obj Direto
c) Verbo Transitivo Indireto (V.T.I.)
É o verbo que exige um complemento obrigatoriamente iniciado pela preposição. Esse complemento é chamado objeto indireto.
Exemplos:

d) Verbo Transitivo Direto e Indireto (V.T.D.I.)
É o verbo que exige, ao mesmo tempo, dois objetos: um deles sem preposição (Objeto Direto) e outro com preposição (Objeto Indireto).
Exemplos:
Não diremos a verdade a você.
V. T. D. I. O. D. O. I.
Ele já enviou a carta para o amigo.
V. T. D. I. O. D. O. I.
e) Verbo de Ligação
É todo verbo que atribui ao sujeito uma qualidade, um estado ou modo de ser. Essa característica atribuída ao sujeito chama-se predicativo.
Os verbos são: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, *andar.
Exemplos:
Os animais estavam cansados.
Sujeito V. Ligaç. Pred. Suj.
O médico continua doente.
Sujeito V. Ligaç. Pred. Suj.
*Obs.: Alguns verbos podem ser classificados como verbos de ligação mesmo possuindo outra classificação em outras frases.
Exemplos:
Ele andou de bicicleta.
V. Intr. – pois indica açãoEle andou triste.
V. Ligaç. – pois indica um estado emocional
5) Objeto Direto (O.D.):
Conforme já ficou explicado anteriormente, objeto direto é o complemento de verbos que aparece, normalmente, sem preposição.
Exemplo:
Aquele cachorro matou um coelho.
V. T. D. O. D.
a) Características do objeto direto
⇒ Só oração que tem verbo transitivo direto e, portanto objeto direto, é que pode ser passada para a voz passiva (há exceções). Quando fazemos essa transformação, o objeto direto da voz ativa passa a ser sujeito da voz passiva.
Exemplo:

⇒ Os pronomes oblíquo “O”, “A”, “OS”, “AS” funcionam sempre como objeto direto.
Exemplo:

Observe que, na passagem para a voz passiva, a preposição desaparece.
Ambos foram molhados pela chuva.
Sujeito
⇒ Objeto direto pleonástico. É uma forma mais enfática de nos expressarmos. Destacamos o objeto direto, colocando-o no início da frase, depois repetimos o mesmo objeto direto, usando um pronome oblíquo; ele será o pleonástico (enfático, redundante).
Exemplo:
As meninas, ninguém as viu.
O. Direto O.D. Prepos.
Nota: Deslocamos algum termo da oração geralmente com a intenção de enfatizá-lo.
6) Objeto Indireto (O.I.):
É o complemento verbal que, obrigatoriamente, apresenta preposição.
Exemplos:
Todos gostavam de futebol.
V. T. Ind. Obj. Ind.
Ela se referiu a você.
V.T.Ind. Obj. Ind.
Os pronomes oblíquos lhe e lhes são sempre objetos indiretos.
Exemplos:
Enviei o livro a ele ⇒ Enviei-lhe o livro.
a) Objeto indireto pleonástico
A mim me basta o amor.
Obs.: A repetição das palavras através da figura de linguagem “pleonasmo”, tem o objetivo de enfatizar uma ideia.
b) Função sintática dos pronomes oblíquo
⇒ o, a, os, as – são sempre objeto direto.
⇒ Lhe, lhes –são sempre objeto indireto
Exemplo:
Nós jamais lhes obedeceremos.
⇒ me, nos, te, vos, se – podem ser objeto direto ou objeto indireto, dependendo do verbo que completam.
| o(s), a(s) – O.D. | A ele(s), A ela(s) – O.I. |
| Lhe(s) – O.I. | Me, te, se, nos, os – O.I. |
Trocar o pronome desejado ( me, nos, te, vos, se) por um substantivo masculino (homem, menino, livro, etc). Se, antes do substantivo aparecer preposição, o pronome em estudo será objeto indireto. Se não aparecer preposição, ele será objeto direto.
Exemplos:
Meu amigo me viu no bosque.
(fazendo a troca, temos)
Meu amigo viu o menino.
O. D.
Logo “me” é objeto direto no exemplo acima.
Todos nos obedeceram.
(fazendo a troca, temos)
Todos obedeceram ao homem.
O. I.
Logo“nos” é objeto indireto no exemplo acima.
7) Agente da Voz Passiva:
É o ser que pratica a ação verbal quando a frase está na voz passiva. Na maioria das vezes, apresenta a preposição “por” (pelo), outras vezes apresenta a preposição “de”.
Exemplos:
O leão foi morto pelo caçador.
Ag. Passiva
O exercício é feito por nós.
Ag. Passiva
Sua fama é conhecida de todos.
Ag. Passiva
Nota: O agente da passiva corresponde ao sujeito da ativa.
Exemplo:
Para transformar a voz passiva em voz ativa é preciso seguir os seguintes passos:
- O objeto direto da voz ativa vira sujeito paciente da voz passiva analítica.
- O sujeito da voz ativa vira agente da passiva na voz passiva analítica.
- O verbo da voz ativa fica no particípio e um verbo auxiliar entra no tempo em que o verbo principal estava.
Exemplo:

Paciente no Pretérito Perfeito/Agente da passiva + particípio
8) Adjunto Adverbial:
É o termo que modifica o sentido de um verbo, acrescentando-lhe uma circunstância qualquer. Os principais adjuntos adverbiais são:
- De tempo: Hoje ele virá cedo.
- De negação: Não tente enganar-nos.
- De modo: Ele saiu às pressas.
- De causa: O gato morreu de fome.
- De lugar: Ela mora em Campinas.
- De dúvida: Talvez eles voltem.
